sexta-feira, 17 de maio de 2013

Precipício




Precipício
Ela sentia tanto desejo, que seu corpo queimava. Ardia. E a única coisa que a acalmava era o precipício. Porque era assim que se sentia quando fechava os olhos e lembrava-se daquela noite.
Era como mergulhar num precipício, onde quanto mais se jogava, mais prazer ela sentia.
E aquele corpo negro, aquela boca que percorria seu corpo e a transportava para um mundo do qual ela desejava não mais se afastar, era seu único desejo naquele momento...
Lembrar-se daquele sorriso, dos olhos puxados, do beijo que ao mesmo tempo era doce e ardente, era seu refúgio.
Era naqueles braços fortes, que ela esquecia os seus problemas. E era ali, que pretendia permanecer. Por quanto tempo fosse permitido. Sem esperar muito. Sem fazer planos. Só aproveitar cada segundo daquele delicioso precipício.


Shirlei Braga

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